24. O Ritmo Contagiante do Forró

Data da publicação: 05/11/2005

Composição e Designer: Prof.: Júnior Brasília e Luciana Alcântara
Redação: José Caubi Diniz

O que é o Forró? O que ele expressa no cotidiano do brasiliense? Por que alguns dizem que Brasília é a Capital Nordestina do Forró? Estas perguntas estimularam o autor deste artigo, escrito para o II Festival de Forró: Brasília Capital Nordestina, - que foi idealizado e organizado pelos professores Júnior Brasília e Luciana Alcântara, com o intuito de propagar a alegria e os diversos estilos de forró dançado na capital do país.

Na verdade, essa dança “corre solta” em Brasília, desde sua construção e inauguração, em 1960, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. No período da construção desta Capital, acorriam aqui grandes contingentes de nordestinos que se juntavam aos de outros estados, que também vinha trabalhar nas obras da edificação da cidade. Com os nordestinos, veio o Forró.

Do Rio, veio o “Samba Carioca da Gema”. Esses e outros valores das artes juntaram-se aos do pessoal das embaixadas estrangeiras, dando início a um grande “frenesi”, que fez Brasília uma cidade alegre, cosmopolita, com muitas riquezas nas artes, nas danças e nos musicais.



O Forró logo se estabeleceu como um ritmo predominante, quente e contagiante. Por isso, Brasília é bastante conhecida, também, como a Capital Nordestina do Forró.

Ouve-se, por aí, muitas explicações dos “porquês” de ele ou ela caírem na dança: uns dizem que dançam para aliviar o estresse, para esquecer uma tristeza ou a dor da separação; outros dizem que dançam para fazer novas amizades, perder peso ou porque gostam imensamente de dançar. Sabe-se, na verdade, que a dança é uma atividade aeróbica, como caminhar, nadar, andar de bicicleta ou correr.

Mantém a forma física e o bom humor e qualquer pessoa pode praticar. Como exercício, a dança poderá ser um esforço físico benéfico ao coração, à circulação, à pressão arterial, aos pulmões, às pernas e ao lado emocional. E por que não dizer que o Forró ajudou a “energizar a moçada” na construção do Distrito Federal?

A história do Forró em Brasília, portanto, parece estar muito associada ao ritmo e à rapidez das obras de edificação da cidade. Era necessária muita animação para alegrar os milhares de candangos (alcunha carinhosa atribuída aos primeiros habitantes e trabalhadores da cidade) que vinham compor os quadros de obras do Distrito Federal. A cidade teria que ser construída em 4 anos, num ritmo acelerado como o do Forró, com muito humor e a alegria contagiante do seu construtor. E então, a dança foi um “gancho” de harmonia para entusiasmar e unir tanta gente em torno de um só objetivo: construir, bem rapidinho, a cidade de Brasília, sob a inspiração da “bailada” gostosa do Forró e pela batuta do então Presidente Juscelino Kubitschek, um eminente médico mineiro, entusiasta de verdade e muito trabalhador. Um estadista, bom comunicador e que era conhecido, também, como um notório “pé de valsa”. Gostava de Forró, adorava a dança e a música; o Peixe Vivo, do folclore mineiro, era como seu hino predileto.

O Forró é bem conhecido como símbolo de animação das festas juninas de muitas cidades do Nordeste. O gênero musical do Forró, hoje, no Distrito Federal é uma mistura de muitos ritmos do Nordeste e de outras regiões, já caracterizando um estilo próprio em seu forró como: Xote, Xaxado, Pé-de-Serra, Valsadão, “Miudinho”, Cacau e outros.

Hoje, quando você recebe um convite para ir a um Forró, muitas idéias já lhe vêem a cabeça: festa alegre, divertida, contagiante.

É alma alegre, com certeza. Você logo começa a pensar em preparo físico, trajes, alimentação leve, tempero para um bom humor e muita criatividade. É a certeza que ali, você vai se “soltar” e mostrar “pra valer”, todos seus encantos. Não precisa ser nenhum “pé de valsa”, nem saber os passos básicos da dança. É só ter a pretensão de se divertir, de se alegrar ou estar a fim de participar de um grupo de pessoas contentes e felizes, sem limite de idade. É só ir somar o seu “ar de alegrias e encantos” ao de outras almas e de outros humanos.



Música: Frank Aguiar - Esperando na Janela