Data da publicação: Junho de 2006
José Caubi Diniz
Cumprimentar Autoridades, Representações de Professores de outros estados da Federação e mais pessoas presentes...
Nesta palestra sobre a Excelência da Dança Forró na Vida do Homem, eu, Júnior Brasília, e os demais colegas, Professores da Dança de Salão de Brasília, aqui presentes: Luciana Alcântara, André Sócrates, Melina Tiussi, Mariana Melo, Clemilson Rodrigues e Andréa Almeida temos a mais grata satisfação em trazer essa importante mensagem neste I Congresso Nacional de Forró.
Nesses dias 09, 10 e 11 de junho de 2006, estaremos debatendo a dança forró, aplicação e emprego de esforço visando beneficiar o homem, holisticamente, e os seus conhecimentos profissionais. Nossas atividades serão todas realizadas no Auditório deste Centro de Convenções Israel Pinheiro, aqui, na Ermida Dom Bosco, no Distrito Federal.
O I Congresso Nacional de Forró tem, entre outros objetivos, propagar os vários estilos de forró existentes no país, como: Miudinho, Puladinho, Amassa-Cacau, Pé-de-Serra, Brega do Pará, Xote, Valsadão, Forrada e muitos outros. Mas também se propõe estimular o aperfeiçoamento das técnicas de ensino do estilo forró como dança lúdica e que transcenda a alma humana em excelência de terapia da arte e da vida.
Sugerir mais disciplina e observância no emprego da metodologia do ensino-aprendizado e do processo de divulgação de nossos estilos musicais no Brasil e no exterior. E por que não dizer, propiciar estímulo de maior encanto e a fascinação pelos nossos ritmos musicais.
Mas o que é o forró para o jovem brasileiro? Por que nossos jovens procuram tanto esse ritmo nas academias?Quais os benefícios desse ritmo nas ações diárias do homem? Pois bem, foi com base nessas respostas e nesses dados que nós montamos todo o esforço e os objetivos deste Congresso. Para nós, palestrantes, as respostas proferidas por centenas de alunos das academias da cidade não foram inovações e nem surpresas.
Muitas das respostas eram afirmações dizendo que dançavam porque gostavam. No entanto, uns “mas...” sempre eram acrescidos às respostas, dando a entender que ainda existiam, nessas informações, outros objetivos sub-reptícios, agora sim, muito mais relevantes.
Sabe-se que a dança praticada como estilo de vida desenvolve processos que podem ser usados para minimizar o negativismo das pessoas, estimular a resiliência e criar mecanismos de estímulo forte no homem para enfrentar as adversidades da vida.
Desinibe, socializa, é uma prática aeróbica relevante, dá mais leveza e suavidade; ensina a relaxar, fortalece a auto-estima, é uma válvula para a fuga do estresse, cria maior consciência postural e corporal; entre outros.
Outros disseram que a dança é um meio que utilizam para buscar a excelência profissional, enriquecer suas ações com mais arte e transcendência da sua própria alma, causando-lhes a sensação do desenvolver da criatividade, valorizando mais a sexualidade, vitalidade e a afetividade, e se inserindo mais rapidamente no seu interior.
Para muitos, a dança forró poderá ser um fator de fuga do estresse e um energizador para as práticas de ações positivas na existência do homem. A dança envolve o homem de um modo muito holístico e cria condicionamento para se exercer trabalhos mentais com muitas variáveis e num mínimo espaço de tempo.
A rapidez do ritmo do forró faz com que o homem desenvolva muito mais o raciocínio lógico e exercite práticas mais harmoniosas nas tarefas. O ritmo nos condiciona a permanecer, mais demoradamente, em nosso aqui e agora, um fator que nos deixa atentos e poderá ser usado para minimizar as probabilidades de acidentes e manter o homem-lógico mais duradouro.
A arte inclusa na dança exige maior distância dos maus hábitos, como os vícios de fumar, usar drogas, entre outros. Cria maior condicionamento de higienização, pureza, delicadeza e melhora os relacionamentos do homem e da mulher; aumenta a capacidade de concentração; melhora e equilibra corpo e mente.
Possibilita o aumento na resposta neuromuscular. E a dança poderá, ainda, ser um estímulo para desenvolver a cultura do trabalho em equipe, aperfeiçoando tarefas que se efetivam integradas com pessoas de ambos os sexos.
Na Revista do Correio Braziliense, de 4 de dezembro de 2005, Ernesto Ribeiro, de 66 anos diz que depois que entrou na dança, nunca mais bebeu, largou o cigarro, não come carne vermelha. Já não tem medo de nada, nem de alma penada. “A dança é uma benção divina. Alcança partes do corpo que nenhum remédio cura” garante Pajarico.
Daí porque as universidades do mundo inteiro vêm pesquisando os benefícios das danças e suas correlações com nossas coreografias de vida.
E mais, a maioria das instituições de ensino sabe que cada ritmo tem suas particularidades de influência nos estilos de vida do homem. São milhares de pesquisadas que tão bem comprovam esses resultados.
Sabe-se que nosso forró já esteve até nas telas de cinema, quando da elaboração do filme “For All – Trampolim da Vitória”, produzido em parceria entre o Brasil e os Estados Unidos, que “reproduz, segundo pesquisas, um estarrecer e a fascinação de toda uma gente frente a uma cultura estrangeira.
Naqueles tempos de beligerância, o forró ajudou a energizar todo o nosso esforço de guerra para combater os inimigos que queriam nos atacar. Se, no sábado, os bailes eram só para os americanos, domingo era “For All”.
Reza a lenda que assim surgiu o nome de um dos mais famosos ritmos do País, o forró. Que já era fascinante na época e ajudava na integração e harmonia dos brasileiros e americanos que lutavam juntos na defesa da costa-atlântica do Brasil.
Outras histórias dão muitas versões sobre a denominação dessa dança, tão contagiante. Começa, aqui, o resumo da história do filme que tentava reproduzir o cenário da história das primeiras bases aéreas brasileiras, que fizeram o escudo da segurança do País, durante a guerra, no período de 1941 a maio de 1945.
(Fontes: Revista Life e Folha de São Paulo, 24/09/2001, e Artigo intitulado: Além da Inatividade da Aeronáutica)
Quem diria que um dia veríamos os jovens das grandes cidades brasileiras, acostumados a idolatrar artistas estrangeiros, enlouquecidos por causa de um ritmo que até pouco tempo atrás sofria grande preconceito... Pois é isso o que está acontecendo com o forró, essa mistura “altamente inflamável” de ritmos africanos e europeus que aportaram no Brasil no início do século.
Afinal, uma música que tem entre suas influências ritmos tão diversos como o baião, o xote, o xaxado, o coco, o vanerão e as quadrilhas juninas, só poderia mesmo originar uma dança que não deixa ninguém parado.
O baião, por exemplo, era dançado em roda e nasceu no Nordeste do Brasil no século XIX. Já o xote, tem sua origem no final do século XIX e é um ritmo de origem européia que surgiu nos salões aristocráticos da época da regência.
E por aí vai. Mas, se são muitas e diferenciadas as influências musicais que deram origem ao forró e se há controvérsias quanto ao surgimento da própria palavra, há um ponto no qual todos concordam: se não fosse Luiz Gonzaga, o forró não teria caído no gosto popular.
O pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, também, conhecido como “Velho Lua” ficou famoso nacionalmente como o "Rei do Baião” e, foi quem alavancou o forró dos guetos nordestinos e apresentou-o para o público das outras regiões do país. Isso aconteceu em 1941 quando ele se inscreveu e venceu um concurso da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que procurava novos talentos.
Por essas e outras, o "Rei do Baião” se consagrou de Norte a Sul do país e até no exterior.
Este ritmo fascinante e contagiante, mais do que nunca, ainda hoje, esquenta as noites das cidades brasileiras. No Nordeste, o forró aparenta ser um hino que entusiasma e alegra fortemente todo povo nordestino.
Por ser um ritmo alegre e quente que permanece no auge do sucesso, vem sempre conquistando muitos adeptos entre jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo era visto com preconceito, está novamente mudando “a cara” do Forró.
