41. Genealogia de Maria Cleta e Seu Bino

Data da publicação: 29/04/2006

 Autor: José Caubi Diniz

1. Dados da Genealogia da Maria Cleta

Maria Cleta Alves de Moraes nasceu em 1906 e casou-se, em 1931, com Vicente Balbino Diniz – Seu Bino. A partir de então, adotou o nome de casada, Maria Cleta Diniz. Ela faleceu em 1939, com cerca de 33 anos.


Maria Cleta, mãe do autor deste Site, José Caubi Diniz, era uma mulher inteligente e com grande habilidade no desenho de moda. E tanto fazia costuras, bordados e tricôs como sabia como “ajeitar e compor” o estilo e a chamada moda fina, da época

Era uma pessoa que se destacava também por ser muito dinâmica e reconhecidamente empreendedora. Boa mãe e amiga da família, ela detinha um grande círculo de amizades na vida social. Era uma das filhas mais bonitas de Vitorino Brito e Izabel Moraes. Maria Cleta era um tipo de mulher prendada e extraordinária, um modelo a ser copiado pelas mulheres chamadas “especiais”, da época. Comunicativa e muito simpática, Maria Cleta era uma mulher bem alva, de pele delicada, cabelos pretos, olhos castanhos e tinha aproximadamente 1,60 m de altura. Ela se destacava dentre as demais irmãs por incorporar traços e alma de muitos encantos, conforme depoimentos obtidos pelas pessoas que a conheceram.

1.1 Foto de alguns descendentes da Família Brito, de Várzea-Alegre



2. Gráfico da Genealogia de Seu Bino

Vicente Balbino Diniz (Seu Bino) era filho de Tereza Cândida da Costa e de Manoel Félix Diniz, e neto, pela parte materna, de Raimunda Maria da Conceição e Cândido José da Costa; e bisneto de Manuel Duarte Passos e Maria Inêz Passos

Vicente Balbino Diniz (Seu Bino) nasceu em Várzea-Alegre, em 1º de julho de 1903 e faleceu em 10 de agosto de 1981. Era um bom agricultor, proprietário de engenho de cana-de-açúcar e criador de animais. Era muito bem relacionado nos meios rurais. Na região dos sítios, ele era uma espécie de “um pouquinho de tudo”: engenheiro, médico, advogado, assistente social. Bom comunicador, ele adorava resolver as encrencas ou os nós da vida, que as pessoas parecem adorar criar no dia-a-dia que Deus nos dá

Sabe-se que Seu Bino teve dois casamentos: o primeiro em 1931, com Maria Cleta, com quem teve quatro filhos; e o segundo em 1940, com Antônia Gonçalves Diniz (Guedinha). Deste casamento nasceram 14 filhos. Eles também criaram como filha adotiva, com muito carinho e dedicação, a jovem Luiza Ramos de Lima. Veja no mapa, a família de Seu Bino.

Descendência dos Cândido da Costa

Pais
Descendência de Manuel Duarte Passos e Maria Inêz Passos
Filho
Cândido José da Costa Cc Raimunda Maria da Conceição
Netos Tereza Cândida Cc 1º Raimundo Nonato e 2º Manuel Félix Maria Cândida Cc Joaquim Diniz José Gonçalves da Costa Cc Maria Bezerra da Costa
Bisnetos Seu Bino Cc 1º Maria Cleta e Cc 2º Guedinha Gabriel Diniz Cc Maria Gonçalves ( Tia Gonçalves) Alcides Diniz Cc José Diniz
Trinetos José Caubi Cc Fátima Liquinha Cc Arakem Aguiar Cristina Diniz Cc Reinaldo Viana
Tetranetos Fabíola Cc Rogério Irapuan Aguiar Cc Regina Aguiar Fátima Diniz Cc Caubi Diniz Regina Aguiar Cc Irapuan Aguiar
Pentanetos Bruno e Felipe Cláudia Cristina Leite Aguiar Cavalcante Cc Ricardo Paiva Cavalcante  
Hexanetos   Ricardo Paiva Cavalcante Filho e Gabriel Aguiar Cavalcante

Descendentes dos Cândido da Costa

2.1 Eleições Municipais de Cedro – 1972

No início da década de 72, Seu Bino foi convidado, quase às vésperas das eleições, a concorrer a uma vaga da vereança da Câmara Municipal de Cedro, e o fez, ali no “apagar das luzes”, como se diz, para substituir alguém que, surpreendentemente, havia sido impedido pela Justiça Eleitoral de concorrer às eleições. Mesmo assim, o fez e ganhou as eleições, graças naturalmente à sua liderança e à popularidade na época.

ELEIÇÕES MUNICIPAIS de 15 de novembro de 1972
MUNICÍPIO DE CEDRO

2.3. O Site Seu Bino, hoje, é um ponto de muitos encontros da família e registros de muitas “historinhas” engraçadas

O Site foi criado exatamente para resgatar um pouco dessa memória da família, ainda tão presente entre nós. Muitos contos estão ali registrados, alguns bem criativos e deveras engraçados.

Sabe-se que nossos familiares, hoje, são entrelaçamentos de muitas famílias que ao longo dos anos foram se dispersando por várias cidades e se alocando em muitas áreas profissionais. Esses registros já foram mencionados em diversos livros de nossos ancestrais, como: Gente da Gente, de Cândido Acrísio Costa, nascido em Cedro; Os Augustos de Lavras de Mangabeira; Várzea-Alegre – Sete Gerações desde Papai Raimundo, entre outros.

A preocupação era mesmo bem explícita, para que os filhos seguissem determinadas profissões, como medicina, engenharia e advocacia, bem como a carreira de professores, entre outras, que, no futuro, fossem caminhos de status e sucesso na vida. Sabia-se que o advogado logo poderia ser um promotor, um juiz, um político; o médico dado seu grande conhecimento com a população, procurava se candidatar logo a prefeito da cidade. Um professor era pau para toda obra. O engenheiro era muito respeitado e também tinha toda sua caminhada profissional bem delineada.

Nossos familiares começaram a se espalhar, desde 1800, por muitas cidades do país – e também por muitas profissões. A profissão de advocacia era, então, a “coqueluche". A família bem criada tinha de ter os profissionais: médico, advogado, engenheiro e professor. Na organização familiar, a coisa funcionava, mais ou menos assim: advogado era sinônimo de cultura e inteligência; significava preparo para iniciar uma bela carreira política, “nicho” dos melhores para se chegar à magistratura, à promotoria, e por aí afora. E assim, aos poucos, íamos ficando mais falaciosos, astutos e semeando nossas conversas, tempo afora, como essa, tão disseminada entre nós.

As “historinhas” e os contos rolaram soltos até nós, da plebe rude. Se você me der licença, até me atrevo a contar uma dessas “historinhas” (nomes fictícios para o bem de todos).

Dizem que um dado promotor e um advogado “sabidos da família”, numa das cidades do país, cuidavam de elaborar uma sábia estratégia de defesa, procurando simplificar seus trabalhos e preparando uma das testemunhas de defesa.

Então o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada. Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:

- Dona Genoveva, a senhora me conhece? Sabe quem sou eu e o que faço?

- Claro que eu o conheço, Vinícius! Eu o conheci bebê.

Nessa época as pessoas só choravam; devia ser pelo pintinho pequeninho que você tinha. E, francamente, você me decepcionou. Você mente, você trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas.

Você acha que é influente e respeitado na cidade, quando na realidade você é apenas um coitado. Nem sabe que a filha esta grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu o conheço! Claro que conheço!

O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:

- E o advogado de defesa, a senhora o conhece?

A velhinha responde imediatamente:

- O Robertinho? É claro que eu o conheço! Desde criancinha. Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saía, a mãe ia para algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de moral nos outros, sem ter nenhuma para ele. Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os processos em que atuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... Com o mecânico!

Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada e fala baixinho aos dois:

- Se algum de vocês perguntarem a esta velha filha da puta se ela me conhece, vai sair desta sala preso! Fui claro?

Música: SERENO - Paulo Molin (Tema de Belchior)