Data da publicação: 29/04/2006
Autor: José Caubi Diniz
| Pais | Descendência
de Manuel Duarte Passos e Maria Inêz Passos |
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| Filho | Cândido José
da Costa Cc Raimunda Maria da Conceição |
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| Netos | Tereza Cândida Cc 1º Raimundo Nonato e 2º Manuel Félix | Maria Cândida Cc Joaquim Diniz | José Gonçalves da Costa Cc Maria Bezerra da Costa | |
| Bisnetos | Seu Bino Cc 1º Maria Cleta e Cc 2º Guedinha | Gabriel Diniz Cc Maria Gonçalves ( Tia Gonçalves) | Alcides Diniz Cc José Diniz | |
| Trinetos | José Caubi Cc Fátima | Liquinha Cc Arakem Aguiar | Cristina Diniz Cc Reinaldo Viana | |
| Tetranetos | Fabíola Cc Rogério | Irapuan Aguiar Cc Regina Aguiar | Fátima Diniz Cc Caubi Diniz | Regina Aguiar Cc Irapuan Aguiar |
| Pentanetos | Bruno e Felipe | Cláudia Cristina Leite Aguiar Cavalcante Cc Ricardo Paiva Cavalcante | ||
| Hexanetos | Ricardo Paiva Cavalcante Filho e Gabriel Aguiar Cavalcante | |||
Descendentes dos Cândido da Costa
2.1 Eleições Municipais de Cedro – 1972
No início da década de 72, Seu Bino foi convidado, quase às vésperas das eleições, a concorrer a uma vaga da vereança da Câmara Municipal de Cedro, e o fez, ali no “apagar das luzes”, como se diz, para substituir alguém que, surpreendentemente, havia sido impedido pela Justiça Eleitoral de concorrer às eleições. Mesmo assim, o fez e ganhou as eleições, graças naturalmente à sua liderança e à popularidade na época.
2.3. O Site Seu Bino, hoje, é um ponto de muitos encontros da família e registros de muitas “historinhas” engraçadas
O Site foi criado exatamente para resgatar um pouco dessa memória da família, ainda tão presente entre nós. Muitos contos estão ali registrados, alguns bem criativos e deveras engraçados.
Sabe-se que nossos familiares, hoje, são entrelaçamentos de muitas famílias que ao longo dos anos foram se dispersando por várias cidades e se alocando em muitas áreas profissionais. Esses registros já foram mencionados em diversos livros de nossos ancestrais, como: Gente da Gente, de Cândido Acrísio Costa, nascido em Cedro; Os Augustos de Lavras de Mangabeira; Várzea-Alegre – Sete Gerações desde Papai Raimundo, entre outros.
A preocupação era mesmo bem explícita, para que os filhos seguissem determinadas profissões, como medicina, engenharia e advocacia, bem como a carreira de professores, entre outras, que, no futuro, fossem caminhos de status e sucesso na vida. Sabia-se que o advogado logo poderia ser um promotor, um juiz, um político; o médico dado seu grande conhecimento com a população, procurava se candidatar logo a prefeito da cidade. Um professor era pau para toda obra. O engenheiro era muito respeitado e também tinha toda sua caminhada profissional bem delineada.
Nossos familiares começaram a se espalhar, desde 1800, por muitas cidades do país – e também por muitas profissões. A profissão de advocacia era, então, a “coqueluche". A família bem criada tinha de ter os profissionais: médico, advogado, engenheiro e professor. Na organização familiar, a coisa funcionava, mais ou menos assim: advogado era sinônimo de cultura e inteligência; significava preparo para iniciar uma bela carreira política, “nicho” dos melhores para se chegar à magistratura, à promotoria, e por aí afora. E assim, aos poucos, íamos ficando mais falaciosos, astutos e semeando nossas conversas, tempo afora, como essa, tão disseminada entre nós.
As “historinhas” e os contos rolaram soltos até nós, da plebe rude. Se você me der licença, até me atrevo a contar uma dessas “historinhas” (nomes fictícios para o bem de todos).
Dizem que um dado promotor e um advogado “sabidos da família”, numa das cidades do país, cuidavam de elaborar uma sábia estratégia de defesa, procurando simplificar seus trabalhos e preparando uma das testemunhas de defesa.
Então o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada. Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:
- Dona Genoveva, a senhora me conhece? Sabe quem sou eu e o que faço?
- Claro que eu o conheço, Vinícius! Eu o conheci bebê.
Nessa época as pessoas só choravam; devia ser pelo pintinho pequeninho que você tinha. E, francamente, você me decepcionou. Você mente, você trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas.
Você acha que é influente e respeitado na cidade, quando na realidade você é apenas um coitado. Nem sabe que a filha esta grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu o conheço! Claro que conheço!
O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:
- E o advogado de defesa, a senhora o conhece?
A velhinha responde imediatamente:
- O Robertinho? É claro que eu o conheço! Desde criancinha. Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saía, a mãe ia para algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de moral nos outros, sem ter nenhuma para ele. Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os processos em que atuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... Com o mecânico!
Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada e fala baixinho aos dois:
- Se algum de vocês perguntarem a esta velha filha da puta se ela me conhece, vai sair desta sala preso! Fui claro?




