Data da publicação: 20/03/2006
Meu nome é Bruno e, no mês passado, dia 11 de fevereiro, completei cinco anos de idade. Eu tenho um irmão, Felipe, que está com 9 anos e nós moramos com nossos pais num Condomínio situado no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, em Brasília. Ainda estamos construindo a nossa casa definitiva no lote onde, hoje, residimos. A construção começou em abril de 2005. Eu conheço bem os trabalhadores que estão fazendo a casa, principalmente o Mestre, Sr. Antônio. Ele é meu amigo e é muito legal. O Sr. José Bernardes é o engenheiro e a arquiteta é Edna Cortes. Meus pais sempre estão mostrando as obras às pessoas que vão nos visitar. Eu e Felipe ficamos só ouvindo as conversas que se repetem, como uma música: “aqui é o quarto de Bruno; o de Felipe tem essa vista;... debaixo da escada vamos aproveitar o espaço para fazer tal coisa;... a piscina e a sauna ficam assim”...
Aqui, estão algumas etapas da construção da nossa casa.
Eu e Felipe estudamos no INEI, uma tradicional escola que fica na Asa Norte da cidade. Ali eu tive a minha primeira professora, Priscila, e já estou estudando naquele educandário desde 2003. Depois, estudei com Adriana. Lili foi a 3ª professora, no ano que passou. Hoje eu estudo com Ana Paula - ela é uma gracinha e nossa turma gosta muito dela. A Escola é muito grande, tem campo de futebol, piscina e diversas outras áreas de lazer. Mas já sabemos que tudo, ali, é cercado de muita disciplina e há sempre um olhar “permanente” controlando nossos passos e cuidando da nossa segurança individual. Ninguém sai e ninguém entra sem a devida autorização.
Esta biografia está sendo redigida por mim e pelo meu avô materno, José Diniz. Felipe e meu avô paterno, Heribalbo Pádua, também estão nos ajudando nas pesquisas das informações.
Os encontros de meus pais com meus avós sempre são calorosos e eles contam muitas histórias engraçadas. Algumas são até bem repetidas, aquela ladainha...
1. Meus avós maternosMeu avô José Caubi Diniz fala que quando era solteiro, nos anos de 1955, morava em Fortaleza, na Rua Agapito dos Santos, próximo ao centro da cidade. Minha avó Fátima Leite Diniz também era solteira, à época, e morava naquela mesma cidade, mas eles não se conheciam. Ela residia no Bairro de Otávio Bonfim, estudava e ensinava numa escolinha de alfabetização de crianças, na Aldeota.
Nas férias de 1960 ele conheceu minha avó Fátima, que também estava passeando na cidade de Cedro, no interior do Ceará. Na ocasião, ela morava em Fortaleza e ele, no Rio de Janeiro. Pouco mais de dois anos depois desse encontro, ou seja, em 1962, ele retornou ao Ceará para se casar. E voltou depois para o Rio, agora já com a vó Fátima. No Rio, morou em Copacabana, Rua Domingos Ferreira e no Flamengo, na Rua Paissandu, quase esquina com a Praia do Flamengo. Na época ainda não havia os hoje conhecidos Aterro e Jardim do Flamengo. Em 1966 eles foram morar em Curitiba, no Paraná.Meus avós maternos têm quatro filhos: Síglia Leite Diniz (que nasceu no Rio),ela é minha madrinha; José Caubi Diniz Júnior (padrinho de Felipe) e minha mãe, Fabíola Leite Diniz Pádua (que nasceram em Fortaleza) e Carolina Raquel Leite Diniz Panzolini, que nasceu em Anápolis.
Meu avô José Diniz é oficial aposentado da Aeronáutica. Ele ingressou na vida militar em 1º de março de 1957 e ali permaneceu por mais de três décadas, se aposentando em 1990. Durante o período em que esteve trabalhando na carreira militar ele exerceu funções em Instituições da Aeronáutica, onde também morava: Guaratinguetá, Rio de Janeiro; Curitiba; Fortaleza; São Luis; Anápolis; Natal; São José dos Campos e Brasília. Seu último local de trabalho, antes de passar para a reserva, foi na Presidência da República, onde exercia funções de assessoria na área de informática.2. Meu avô paterno nasceu em Minas Gerais
Meu avô paterno é Heribaldo de Oliveira Pádua. Ele nasceu na cidade de Muzambinho, MG, e viveu naquela cidade com seus familiares até 1952. Seus pais eram José Rodrigues de Oliveira (faleceu em 1947, quando meu avô Heribaldo tinha 11 anos) e Alice Damasceno de Pádua. Meus avós se casaram em 1926. Os pais do meu bisavô José Rodrigues de Oliveira eram Manoel Rodrigues de Oliveira e Maria Theodora de Andrade Oliveira – que eram meus trisavôs. E os pais da minha bisavó Alice Damasceno de Pádua eram Albertino Gomes de Pádua e Ana Damasceno Ribeiro de Pádua (que eram meus trisavôs). Eles moravam em Passos, Minas Gerais.
Meu avô Heribaldo de Oliveira Pádua tem os seguintes irmãos (meus tios-avôs): Ângela Oliveira; José de Oliveira Pádua; Alberto de Oliveira Pádua e Noêmia de Oliveira Pádua.
Meus avós Heribaldo de Oliveira Pádua e Margarida Maria de Oliveira Pádua se casaram na cidade do Rio de Janeiro, em 1963, e vieram morar em Brasília. Nesta cidade nasceram os dois filhos do casal: minha tia Regina Coeli Silva de Oliveira Pádua e meu pai Rogério Silva de Oliveira Pádua, hoje casado com minha mãe, Fabíola Leite Diniz Pádua.Aqui, a minha foto com Felipe e tia Regina. Ela gosta muito de música, e sabe tocar muito bem o violão, violino, piano, órgão, as principais flautas e a guitarra, entre outros instrumentos. Ela se insere no grupo dos autodidatas talentosos: pessoas conhecidas nos meios musicais, de muito bom gosto, da cidade de Brasília. Tia Regina é a madrinha de Felipe.
Meu avô Heribaldo morou em Muzambinho, de 1938 até 1952; morou na Fazenda Taquaruçú, em Passos-MG, durante um ano, e ali ministrava aulas de alfabetização para os filhos das famílias que residiam naquela área agrícola. Posteriormente, foi morar em Três Corações, onde prestou o Serviço Militar no Exército, saindo dali em 1954, para ir morar no Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa ele ficou morando com seu irmão, José de Oliveira Pádua, e alguns amigos, numa república nas proximidades do Largo do Machado, na Rua do Catete, bem próximo do centro da cidade. Depois do casamento, em 1963, veio morar em Brasília. Aqui morou na 403 Norte, e depois fixou residência na SQS 304, onde mora até hoje.Nesse período da vida, meu avô Heribaldo trabalhava durante o dia e estudava à noite. Trabalhava, sim, para poder se manter e custear seus próprios estudos. Assim, mais tarde, estudou Direito e, mediante concurso, ingressou no Tribunal de Contas da União, no cargo de Analista de Controle Externo. E ali permaneceu até se aposentar, em 1986.
3. Minha avó paterna era Margarida Maria de Oliveira Pádua.
Minha avó Margarida Maria de Oliveira Pádua faleceu em 1993. Era filha de Aldo Rodrigues da Silva e Julita Ramos Silva (meus bisavôs, portanto). Os avós maternos de vó Margarida eram Francisco José Ramos e Felismina Barbosa Ramos; e os paternos eram José Camilo Rodrigues da Silva e Josefa Rodrigues da Silva. Eles eram, então, meus trisavôs, por parte de vovó Margarida.
Vovó Margarida tinha as seguintes irmãs, minhas tias-avós: Maria José Rodrigues da Silva, Francisca Tereza Ramos Silva e Maria Alda Rodrigues da Silva (vovó Aldinha, como carinhosamente a chamamos, era casada com Deusdeth de Souza Burlamaqui e morou no Botafogo e no Leblon, no Rio de Janeiro). Elas eram funcionárias públicas, com exceção da tia-avó Maria José Rodrigues da Silva.Elas passaram a residir na cidade maravilhosa na década de 50, por terem sido removidas, “ex-ofício”, pelo serviço público para trabalharem na Capital da República; e, em 1961, vovó Margarida e minha tia-avó Aldinha foram removidas novamente, desta vez, para Brasília, para integrarem a equipe de instalação do Tribunal de Contas da União – TCU. Minha tia-avó Terezinha permaneceu trabalhando na área de Saúde, no Rio, onde ainda mora até hoje. Desde 1973 todas elas estão aposentadas.
Meus bisavôs moravam com a família em Aracati, no estado do Ceará. Depois fixaram residência em Fortaleza, na Avenida Tristão Gonçalves, próxima ao centro da cidade.Com o passar do tempo, Maria Aldinha, Terezinha e Margarida foram passando em concursos e ingressaram no Serviço Público Federal. Posteriormente, vó Margarida e minha tia-avó Alda foram removidas para repartições da Capital Federal, no Rio de Janeiro, e ali fixaram residências, nas proximidades da Praça do Botafogo.
No final da década de 1950 e no início dos anos de 1960, todos meus avôs moravam no Rio de Janeiro: meus avôs maternos, Diniz e Fátima, no Flamengo; vô Heribaldo na Lapa e vovó Margarida e as tias-avós Aldinha e Terezinha, no Botafogo. Mas, naquela época, eles ainda não se conheciam.Hoje todos moramos em Brasília, em endereços bem próximos. Minha tia-avó Maria Alda e meus avós, Heribaldo, Diniz e Fátima, moram no início da Asa Sul. Quase sempre, nos horários das missas, das caminhadas diurnas ou nos encontros sociais dos nossos parentes, eles estão se encontrando.
E essa é uma parte da minha pequena história e dos meus entes queridos, assim como dos meus ancestrais.








