Data da publicação: 18/10/2005
Autor: José Caubi Diniz
Antônia Gonçalves Viana – Guedinha, sempre foi exemplo de madrasta-mãe-boa, ou uma mãe bem especial, que ainda hoje, consegue unir todos nós, os filhos de Vicente Balbino Diniz – Seu Bino. Dona Guedinha, - como costumamos dizer, nasceu no Sítio Belisa, município de Cedro-Ce, em 18 de outubro de 1916. Ela é uma pessoa fantástica e que faz “História”, entre nós da família, há mais de oito décadas. Hoje, ela esta fazendo 89 anos, parabéns, que Deus lhe dê saúde e alegrias nessa sua caminhada da vida.
O seu nome e a alcunha carinhosa de “Guedinha” são deferências aos nomes de seus pais que se chamavam: Antônio Guedes Viana e Antônia Cândida da Costa – Toínha. Aqui, nesses gráficos e fotos estão muitas das suas “Historinhas” e registros dos seus dados genealógicos.
Ela é uma pessoa muita religiosa e bastante apegada à família. Conselheira e Amiga. Numa conversa, ela chega bem perto de você, com muita educação, como quem quer lhe ouvir e escutar; e ver e enxergar, mostrando um forte olhar e o coração verdadeiro de mãe.
Dona Guedinha, também, é uma mulher muito verdadeira. Trabalhadora, pessoa acostumada a enfrentar às adversidades da vida. “Bem rapidinha” na execução das tarefas diárias, nunca mediu esforço para atender bem e agradar às pessoas, ao seu redor. É uma madrasta-mãe-boa de verdade como se diz. Tem o seu “Jeitinho” muito especial e agradável de tratar a todos, com muito amor e um forte sentimento de igualdade.
Veja a mensagem de Maria Rosalba, num Artigo, aqui, no Site. “No Sítio Canadá sempre teve bastante fartura; muito leite de vaca, queijo Coalho (que a mamãe fazia), coalhada, cuscuz, o café da manhã era bem variado. O leite era doado aos moradores, como também, quando seu Bino matava um boi, costumava distribuir pedaços de carne com os moradores. Um momento marcante de notório abuso foi quando ao abater um boi, a Dona Guedinha deu pedaços de carne para uma Comadre e estes foram devolvidos por não ser de primeira (já estava acostumada com as doações e achava-se no direito de exigir o melhor), dizendo que a carne em questão era da virilha da vaca. Conclusão: ela voltou sem outro pedaço. Não havia mais carne para ela”.
Nós todos fomos morar no Sítio Canadá. No ano de 1939, em 18 de novembro, Dona Guedinha se casou com Vicente Balbino Diniz, também, conhecido entre seus familiares, por Seu Bino. Com o casamento, ela adotou o nome de Antônia Gonçalves Diniz. Seu Bino era viúvo e pai 4 filhos: Eu (Caubi) era o caçula, com menos de 2 anos; Carlos menos 3, Maria Humbertina 5, e José Ivan, menos 6 anos. Portanto, éramos muito pequenos quando chegamos aos braços firmes e fortes de Dona Guedinha, essa pessoa de Alma boníssima, que nós todos conhecemos e que muito amamos. Em 1941, começavam a chegar os filhos do segundo casamento: Maria Eridan; depois, Maria Rosalba (1942); ... e, assim, no fim da década de 1950, nós já éramos essa grande família de 18 irmãos que se somava a Luiza Ramos de Lima, filha adotiva. Foi assim, o nosso primeiro encontro nas terras do Sítio Canadá, cerca de 66 anos passados, onde parece tudo ter começado.
Num fim da década de 50, já éramos uma grande família morando, ali no Sítio Canadá; e, alguns filhos já saindo daquelas terras, para ir estudar nas cidades: Cedro, Crato e, depois, Fortaleza, Natal, entre outras. Esse mapa nos dar uma visão resumida da nossa família.
Um gráfico mostrando que nós todos, éramos parentes bem próximos. Seu Bino e Dona Guedinha eram primos, filhos de duas irmãs: Tereza Cândida da Costa e Antônia Cândida da Costa – Toínha.
Dona Guedinha é uma Libriana de 18 de Outubro, muito “Doce”, como se diz. Sabe-se que as pessoas do signo de Libra, são conciliadoras por excelência. Possui serenidade e tolerância para ouvir, ponderar e aconselhar. Gosta de ser justo e imparcial, mas de modo algum frio. Na verdade, os librianos adoram contatos sociais e calor humano. Uma conversa sofisticada e um refinado senso estético marcam sua personalidade. Veja como ela resolveu um grande problema de família, quando alguém teria que ir buscar, Maria Humbertina que se encontrava doente, em Glória de Dourados, no Sudoeste de Mato Grosso do Sul, quase na divisa com o Paraguai. Uma viagem de muitos dias, envolvendo os mais precários meios de transportes, da época. Após, quase 20 dias, ela chegou de viagem com Maria Humbertina.
Veja num Artigo desse Site, como Vicente fala:” Em 1973, Vovó Guedinha (Antônia Gonçalves Diniz, segunda esposa de Vovô Seu Bino, madrasta de minha mãe, que nós a temos como uma boa Avó) foi nos buscar em Glória de Dourados - MS. Nessa época, éramos meu pai Luiz Teixeira Diniz e minha mãe, Maria Humbertina; eu, (Vicente) e meus irmãos: Josué, Edvaldo, esse ficou em Glória de Dourados - MS e Isaias, havia falecido. Fomos morar no Sitio Canadá, município de Cedro-Ce, onde nasceram minhas duas irmãs; Ana Cleta e a Marta e onde fiquei até 1982.
Dona Guedinha é uma mulher, ainda hoje, muito destemida e não gosta de depender muito de outras pessoas. Ela não Gosta de incomodar, não é uma mulher “pidona”, como se diz na gíria. Acho que ela herdou, do pai dela, Coronel Antônio Guedes Viana, pessoa de personalidade forte, mas de alma boa. Tive o prazer de conhecer e gostava muito de conversar com ele, na ocasião, já de idade bem avançada. No mapa, a seguir ela tem a numeração número 12.
A Genealogia de Seu Bino, é em muitos pontos, igual à de Dona Guedinha. Por exemplo, filhos de duas irmãs, como já falei; tinha os mesmos avós e bisavós maternos, como se pode observar no mapa, aqui, apresentado. Também, se Seu Bino ainda estivesse vivo, hoje, ele teria, em volta de si, uma população de cerca de 116 familiares diretos.
Seu Bino e Dona Guedinha eram práticos e conseguiam, facilmente resolver as tarefas no Sítio Canadá.
Num dos Artigos desse Site, a neta Brenna Moura diz:” É bom frisar que Seu Bino era o próprio construtor de todas as edificações e “engenheiro” daquelas obras da Fazenda, embora não tivesse nem o curso primário completo. Era um conciliador nato, conhecido por resolver questões e disputas de terras das famílias das roças em suas vizinhanças. Entendia bem de políticas agrícolas e das políticas partidárias do governo. É bem provável que esse tenha sido um dos fatores que o levou a concorrer às eleições municipais do Legislativo de Cedro, de 15 de novembro de 1972, foi eleito vereador pelo Partido ARENA - Aliança Renovadora Nacional, exercendo o mandato de 1973 a 1977”.
Alguém poderia imaginar como eram, alguns dos nossos “Aqui e Agora”, nos horários de “piques”, ali com tanta gente? Por exemplo, nas refeições; acomodações nas dormidas; ou nos aprontos para a ida à escola ou mesmo para exercer determinadas tarefas diárias da roça? Confesso que tudo era feito sem atropelos, com bastante entendimento, determinação, união e reinava a mais completa e contagiante alegria entre todos nós. Trabalhar e estudar eram os dois verbos bem presentes, ali, pois desde 7 ou 8 anos, aprendíamos a exercer algumas das atividades da casa. Meu pai gostava do trabalho em mutirão, ele nos ensinava a pescar, acompanhava e cobrava resultados.
Ao encerrar este Artigo, quero dedicar, inteiramente, a essa pessoa muito especial da família, Dona Guedinha, no dia do seu aniversário de 89 anos de idade. E, também a todos nossos ancestrais. Enfim, a nós todos da família de Seu Bino. Que Deus nos ajude.
Música: Peixe Vivo - Milton Nascimento


