Data da publicação: 23/09/2005
Maria Rosalba Viana Diniz casou-se com Otacílio Silva do Nascimento, em 1965, e adotou como nome de casada: Maria Rosalba Viana do Nascimento.Nasceu no dia 23 de setembro, portanto, ela é do signo astral de Libra, como são todas as pessoas que nascem, entre 23 de setembro e 22 de outubro.
Os librianos são sociáveis, comunicativos, elegantes, dotados de um senso estético muito apurado, e energizados com forças centrífugas (para fora) numa direção definida.Eles são muito cheguei! Marcam presença, mesmo! Quando eles chegam, em um lugar, todos ali, ficam contagiados com a forte energia que eles logo transmitem. Aqui, estão alguns librianos famosos: Brigitte Bardot, Cartola, Catherine Deneuve, Fernando Scherer, Friedrich Nietzsche, Gal Costa, Hortência, John Lennon,Julio Iglesias, Luciano Pavarotti, Michael Douglas, Miguel de Cervantes, Miguel Falabela, Oscar Wilde, Pedro Almodóvar, Ralph Lauren, Ulisses Guimarães, Vinicius de Moraes.
Para melhor compreensão, aqui está uma outra maneira de mostrar, num gráfico genealógico, Maria Rosalba, o marido Otacílio do Nascimento, os filhos, netos, genro e as noras.
Pode-se dizer que Maria Rosalba é a 6ª numeração dos filhos de Seu Bino, na ordem decrescente; ou a 2ª filha do 2º casamento, ou ainda, a 3ª das seis Maria dos 18 filhos da família, ali. Pessoa alegre, de ações impulsivas, ela sempre gostou muito de cantar, por isso mesmo, tornou-se logo conhecida como a cantora de Seu Bino, ali no Sítio, nas vizinhanças e em algumas cidades das proximidades. Veja nesse gráfico a sua exata posição de nascimento, entre Maria Eridan e Maria Jeanete. Na foto, Maria Rosalba está toda charmosa numa das suas apresentações, em maio de 1962. Ela sempre foi “aquela alegria”, entre seus irmãos e demais familiares da casa de Seu Bino e Dona Guedinha.
Veja aqui um gráfico de Seu Bino.
AS HISTÓRIAS QUE MARIA ROSALBA GOSTA DE CONTAR
Aqui estão neste “Blog”, muitas das histórias de Maria Rosalba. Ela e seus irmãos sabem muito bem interpretar essas “historinhas”;como no exemplo, aqui na frase de Seu Sebasto, um morador ali do Sítio, homem simples da raça, que não sabia ler, nem escrever:-“SEU BINO, EU PODERIA TÁ NA MINHA CASA A ESSA HORA, CUMENO FEIJÃO DE ARRANCA DO NOVINHO, TIRADO DA BAJE. MAS EM VEZ DISSO, VIM PRAQUI CUMÊ O FURADO DE VOCÊS”.
Interpretação:
“Cumeno feijão de arranca do novinho”; o mesmo que comer um tipo de feijão verde (tirado da roça em grãos) debulhados ou retirados das bajes verdes. Cumê o furado de vocês é o mesmo que: Comer os grãos de feijão debulhados, há algum tempo e estragados pelos “gorgulhos” que deixam os grãos dos cereais “furadinhos”; e sem valor comercial.
As “Historinhas” do Sítio Canadá
1. Sol e Notícias
Seu Bino sempre foi um homem moderno e atualizado. Lembro-me que ele costumava nos acordar abrindo as janelas para que sol entrasse nos proporcionando Saúde e Alegria. ERA DELE A SEGUINTE FRASE: “CASA QUE ENTRA SOL NÃO ENTRA MÉDICO”. Que bela maneira de reverenciar o SOL! Seu Bino era “ESOTÉRICO” e nem sabia. Lembro-me também de seu contentamento quando chegou o primeiro rádio no Sítio Canadá, lá pela década de 50; daí ele ficava escutando e absorvendo todas as notícias com o maior interesse. Neste momento, as crianças tinham que ficar quietas, para ele poder escutar. O repórter ESSO e a VOZ DO BRASIL.
2. Pé de Oiti
O Nosso pé de Oiti, amado e querido, lá a gente fazia nossa casa de boneca; refiro-me as meninas mais velhas de Dona Guedinha: Eridan, Rosalba, Joanete, etc. Cada galho de pé de oiti era uma casa de uma menina. Lá a gente brincava a tarde inteira. Quando a gente cansava dessa brincadeira, íamos em casa (que era pertinho) buscar as redes e armávamos nas sombras dos galhos. Como se vê, a nossa infância foi simples, mas com muitas atividades ecológicas.
3. Fartura
No Sítio Canadá sempre teve bastante fartura; muito leite de vaca, queijo-coalho (que a mamãe fazia), coalhada, cuscuz, o café da manhã era bem sortido. O leite era doado aos moradores, como também, quando seu Bino abatia um animal (um boi, porco, ovelha ou um caprino) costumava distribuir pedaços de carne com os moradores. Um momento marcante de notório abuso foi quando ao matar um boi, a Dona Guedinha deu pedaços de carne para uma Comadre e estes foram devolvidos por não ser de primeira (já estava acostumada com as doações e achava-se no direito de exigir o melhor), dizendo que a carne em questão era da virilha da vaca. Conclusão: ela voltou sem outro pedaço. Não havia mais carne para ela .
4. A Moagem de Cana
Nos tempos de moagem era uma delícia, lembro-me vagamente da moagem puxada a boi, era aquela lentidão para a garapa chegar às caldeiras. Quando chegou o motor para acelerar o processo, foi um acontecimento. A alegria do Seu Bino dava gosto, o mestre nos dando explicações mostrando quando o mel chegava no tacho no ponto do “alfinim” (puxa-puxa), todo mundo ficava encantado com aquele processo.... A gente aprontava muito, sempre tinha uns mais criativos e ousados, como por exemplo: cortava-se pés de bananeiras com o mangará ou com o cacho de banana verde para fazer balsa para atravessar o açude até a parede de “pedra”, que divertimento!
À noite dona Guedinha recolhia a meninada para rezar o terço de Nossa Senhora de Fátima. Todos de joelho. Ela muito fervorosa, concentradíssima, achava que todas as crianças estavam rezando, coitada, era a maior bagunça. Só agora Dona Guedinha soube disso.
5. Feijão Debulhado
Acontecia, também, as debulhas de feijão (Tirar os grãos das bajes) que era armazenado durante uma semana ou mais. Então, Seu Bino convidava os moradores com as famílias para a debulha de feijão. Ele ficava proseando enquanto o feijão era “deitado” em um grande lençol na sala de visitas para que todos ao redor dele começassem a debulhar. Era o momento certo para seu Vicente Maravilha e Seu Sebasto contar aquelas histórias de “trancoso”, enquanto a Dona Guedinha fazia aquele café bem feito, gostoso, adoçado com rapadura. Lá fora, as crianças brincavam no terreiro, de roda e anel. Vez ou outra, Seu Bino interrompia a brincadeira e chamava a filha Rosalba para cantar as músicas de Luiz Gonzaga. Ela cantava uma ou duas músicas rapidamente, pois o seu pensamento estava voltado para as brincadeiras no terreno .
6. Açude Cheio
Uma das maiores alegrias do nosso pai era quando dava aquelas chuvas com relâmpagos e trovões que enchiam os açudes. Ele acordava seu filho Carlos que ia chamar os moradores para ver o açude sangrar e também ficar de vigília cuidando da parede do açude, pois sempre havia o perigo de “arrombamento”. Estes homens bebiam pinga para espantar o sono e o frio. Era escuro como “breu”, às vezes o lugar só era iluminado por relâmpagos. O ambiente era animado por um “converseiro” em voz alta do pessoal animando a noite.No dia seguinte a brincadeira era seguir o caminho do Riacho em baixo de chuva fina.
7. Pedra mal Assombrada
Na divisa do Sítio Canadá com o Sítio Umari-Torto, tem uma pedra que alguns dizem ser mal assombrada. Contavam que embaixo desta pedra tinha uma Botija encantada, que muitas tentavam cavar, mas na hora “H” apareciam almas penadas, pessoas falando alto e carregando coisas estranhas na cabeça, etc. No dia seguinte, sempre se via toco de velas e muito fósforo queimado. Mas, os filhos de Seu Bino, juntamente com os primos que vinham do Cedro, iam namorar e fazer seresta em cima da tal pedra. A pedra era grande o suficiente para abrigar três ou quatro casais de namorados. Diziam que estes garotos rebeldes faziam até xixi na pedra, só para afrontar os espíritos. As crianças não tinham acesso. Eu assistia tudo de longe, morrendo de curiosidade da botija, das almas e dos namoros, é claro.


