13. Vicente Diniz Conta Histórias de Seu Bino

Data da publicação: 24/08/2005

Composição e Redação : José Caubi Diniz
Autor das "Histórias e Contos": Vicente Teixeira Diniz.

Meu nome é Vicente Teixeira Diniz e sou bisneto dos Brito de Várzea-Alegre. Nasci em Vila de São Pedro, município de Dourados –MS. Hoje, tenho atividades em área de comércio, estudo e resido em Natal, no Rio Grande do Norte. Estou na capital potiguar, cerca de 15 anos.

Aqui, tenho muitos amigos e parentes: Tios, primos e, também moram na cidade, meus irmãos: Josué e Marta. Outros irmãos: Ana Cleta reside em Crato (Ce), e Edvaldo, na cidade de Cujubin (RO).

Para melhor compreensão, aqui está meu mapa genealógico e de meus familiares. 


NESSE OUTRO RESUMO, MAIS DADOS DA NOSSA GENEALOGIA
Rio, Set 1964

Parentesco Nomes: Pais, Filhos, Netos e demais parentes da família
Pais Maria Humbertina Diniz Teixeira e Luiz Teixeira Diniz
1º Filho Vicente Teixeira Diniz
Cônjuge - FransciscoLourenço da Silva Diniz
Netos - Kauê Diniz
Natália Lourenço Teixeira Diniz
Maria Fernanda Lourenço Teixeira Diniz
2º Filho Josué Teixeira Diniz
Cônjuge – Joseana Vieira de Paula
3º Filho Isaías Teixeira Diniz
4º Filho Edvaldo Pereira Saraiva
Cônjuge – Maria Glória Paiva
5º Filho Ana Cleta Teixeira Diniz
Neto – Canigga Diniz de Castro Viana
6º Filho Marta Teixeira Diniz
Cônjuge – Josberto Antonio Ferreira de Melo
Netas – Maria Clara Diniz de Melo e Maria Eduarda Diniz de Melo

Aqui está a minha mãe Maria Humbertina Diniz Teixeira. Ela está com a sobrinha: Síglia Leite Diniz, filha de tio Caubi e tia Fátima. Minha mãe estava passando uma temporada, no Rio de Janeiro, na casa dos meus tios. À época, eles moravam no Rio, Bairro do Flamengo, Rua Paissandu, esquina com Senador Vergueiro. Esta foto foi tirada por tia Fátima, enfrente ao Edifício da Residência, onde moravam, Carlos Lacerda, Eduardo Gomes, ... nas proximidades do Aterro da Praia do Flamengo no Rio

Eles são netos de Maria Cleta e de Seu Bino Diniz.Natália é uma das bisnetas da família. Portanto, eles são, também, bisnetos e Natália trineta, dos Brito de Várzea-Alegre.

Em 1973, Vovó Guedinha (Antônia Gonçalves Diniz, segunda esposa de Vovô Seu Bino, madrasta de minha mãe, que nós a temos como uma boa Avó) foi nos buscar em Glória de Dourados-MS. Nessa época, éramos meu pai Luiz Teixeira Diniz e minha mãe, Maria Humbertina; eu, (Vicente) e meus irmãos: Josué, Edvaldo, esse ficou em Glória de Dourados-MS e Isaias, havia falecido. Fomos morar no Sitio Canadá, município de Cedro-Ce, onde nasceram minhas duas irmãs; Ana Cleta e a Marta e onde fiquei até 1982.

Durante esse tempo, dos 4 aos 13 anos, vi muitas coisas acontecerem e que fazem parte dessas histórias. As primeiras coisas que consigo guardar na memória são dessa época. Aprendi a nadar, andar de cavalo, ler, mexer com animais, coisas da infância de todas as crianças. Enfim, vamos relembrar aqui, algumas das “Historinhas” que tenho para lhes contar.

1. JANELA DA COPA, AINDA ME LEMBRO

Vovô levantava bem cedo, fazia um bule de café (meio amargo) enchia sua xícara, preparava o seu cigarro de fumo e ia para a janela da copa, de onde ficava contemplando o alvorecer do dia. Daquele cantinho especial, aproveitava para observar os cercados dos animais e passar as primeiras orientações para o pessoal que trabalhava no sitio. No final do dia, certamente ele voltaria para o mesmo lugar com sua xícara de café e seu cigarro, e ficaria contemplando o entardecer.

2. PLANTAÇÃO DE MILHO!

No ano de 1979, no mês de Janeiro, havia chovido muito. Vovô tinha preparado um terreno com o objetivo de plantar milho e feijão. Entusiasmado com a terra molhada, olhou-me e disse: Vamos, vamos, preciso de ajuda para plantar milho e feijão. Na minha cabeça, eu queria fazer outras coisas. Não era minha intenção ir executar essa tarefa, mas fazer o que? Tive que ir. Lá chegando, queria concluir o mais breve possível a tarefa, e o que fazer? Ao passar mais ou menos uns 20 minutos, o milho havia acabado. Eu havia enterrado (de propósito, o que é óbivio) 5 ou 8 grãos em cada cova ou em algum buraco de tatu. Aí eu gritei: Vovô o milho acabou, vamos voltar para casa? Vovô olhou para mim, parecia ferver, ficou vermelho, e disse: cabra safado, preguiçoso, você com 10 anos pensa que me engana? Aonde foi que você colocou essas sementes? Vá buscar, antes que eu lhe de uma surra. Aí, já viu? Tive que trabalhar em dobro.

3. FOGO NO ENGENHO DE MOER CANA

Quando fomos morar no Sitio Canadá, já não existiam as moagens no engenho de cana. Essas atividades que ajudavam a desenvolver a região e que traziam tanta fartura na época em que aconteciam, só existia o prédio, mesmo assim, a cobertura tinha desmanchado e ai alguém precisou do espaço para morar. Resolveram cobri-lo de palha de coqueiro. Nós estávamos no período de férias. Resolveram matar um porco criado ali mesmo no sitio. Eu e Puskas (Neto, filho de Maria Eridan e Joaquim Diniz) pegamos uma frigideira, alguns pedaços do porco, passamos sal e fomos para o engenho. Fizemos um fogo e fomos fritar a carne. Aí aconteceu o pior: o fogo entrou para a frigideira. Perdemos o controle e o fogo só foi parar quando tinha terminado de queimar toda a cobertura do velho prédio.

4. ACIDENTES DOMÉSTICOS NA FAMÍLIA - BRAÇO QUEBRADO

Tanto eu quanto Josué, éramos meninos com muita energia para gastar e fazíamos de tudo um pouco: Brincávamos de “tica” dentro do açude, em cima do pé de manga, andávamos a cavalo, corríamos... Em uma dessas brincadeiras, em cima do pé de manga, eu caí sobre as raízes e fiquei desmaiado, mais ou menos uns 20 minutos. Os colegas correram para avisar a mamãe que eu tinha morrido. Sorte a minha eles estarem errados. Recebi socorro e só sobrou um braço quebrado que eu não consegui suportar com gesso, por mais de 7 dias. Nesse mesmo período, o Josué andando na garupa de um cavalo, no meio das bananeiras, das quais, uma delas encostou no peito da pessoa que estava na frente. O cavalo continuou andando, enquanto os cavaleiros ficaram para trás. Josué caiu sobre o braço. Mais um com o braço engessado. Isso foi dois dias após o meu acidente e por ironia do destino, 3 dias depois, a mamãe andando pelo quintal, tropeçou e caiu sobre um tronco de madeira e também quebrou o braço. Criou-se um ambiente de espanto a todos que nos visitavam. Todos queriam saber o que tinha acontecido. Por que 3 pessoas com o braço engessado?

5. “O CABRA É CORAJOSO”!

Quando eu era pequeno, vovô e papai me incentivavam dizendo que eu era corajoso, “cabra destemido”, tinha coragem de andar sozinho na noite sem medo de assombração, pois que era costume de várias pessoas da região, dizer que viam nas casas antigas em ruínas, em alguns locais que provavelmente alguém tivesse enterrado uma botija, nos pés das cercas. Mas isso não era problema para Vicente, que era “cabra corajoso”, andava de noite sem nenhum medo de assombração ou outras coisas.

Mas, como toda história tem seu outro lado, um belo dia me pediram para ir à bodega do seu Luiz Tarefa, mais ou menos 19:00 horas. Fui sem nenhum problema. Quando estava voltando, na altura do sitio de Raimundo Moura, que tinha uns cachorros muito famosos por sua valentia e o que era minha única preocupação. Infelizmente os bichos estavam à beira da estrada. Só rosnaram, nem se mexeram. Também não precisava mais do que isto. No momento tentei chamar André (de Raimundo Moura, vizinho de Sítio), mas não foi possível sair a voz, só consegui dizer An... continuei caminhando até a casa de André. Ele estava na calçada, viu o meu estado, me deu água e foi me levar até o Canadá porque eu não tinha condições de ir só. No percurso ele me fez uma proposta, dizendo que teria medo de voltar só, me propôs que, ia comigo até a minha casa, depois eu voltaria para trazê-lo. Prontamente aceitei. Ficaríamos nesse vai e vem até amanhecer o dia e depois, cada um iria para sua casa. Para mim, já era lucro. Felizmente era só brincadeira.

Essa Composição e esses “Contos Históricos”, aqui escritos, por José Caubi Diniz e Vicente Teixeira Diniz serão postados no Site Seubino, um espaço virtual da Família. E têm como propósito principal, incentivar você a vir contar, também, a sua bela “Histórinha”, para integrar nossa lista de dados genealógicos que podem ajudar a eternizar mais, e mais ainda, as memórias, as realizações e os feitos de nossos ancestrais.


Música: Madonna - Don't cry for me Argentina