Data da publicação: 29/08/2005
Você está entrando na Página Virtual da Família Araújo, no Site Seubino. Um espaço que se inicia, aqui, com uma homenagem que prestamos a um antigo Líder da Família: Coronel Celso Alves de Araújo e Silva. Uma deferência que nos deixa muito envaidecidos, por referendar traços genealógicos de um familiar, muito especial que conhecemos em vida.
Fizemos parte do seu convívio como líder, desde final década de 30, e do seu legado histórico, que, aqui, tentamos resumir nessa composição. Seu “jeitão” singular e empreendedor recaíram como um todo, no homem simples e popular que todos nós conhecíamos, e que logo lhe valeu o “Título Carinhoso” de ”Coronel Celso ou Coronel Celso Marinheiro”.
E, com esse mesmo propósito de justiça, achamos por bem começar essa página com o belíssimo Artigo do Jornal Tribuna do Ceará, do dia 14 de setembro de 1991. Uma das publicidades da programação que assinalou a passagem, no dia 18 de setembro de 1991, do Centenário de Nascimento do conhecido líder Celso Alves de Araújo e Silva, de saudosa memória. È provável que o texto a seguir, tenha sido, do Editor-Chefe daquele Jornal, à época, Francisco Alves Maia.
“Há um século, no Sítio Sereno, em Várzea-Alegre, nasce Celso Alves de Araújo e Silva, também conhecido como Celso Marinheiro.
As primeiras letras, aprendeu em casa com um professor particular.
O destino lhe impõe, ainda em plena adolescência, um duro revés – A morte de seu Pai.
Espírito indômito aceita o desafio aos jovens da época. Deixa as caatingas do sertão em troca da Selva Hostil da Amazônia, a mais de 5.000 km do seu mundo encantado do Sereno.
Durante cerca de 4 anos, embrenha-se na Selva Virgem e cheia de perigos, rasgando as seringueiras nos confins do Alto Acre, na Bolívia e no Peru, em terras nunca pisada antes pelo homem civilizado.
Ao retornar a Várzea Alegre, encontra o rastro do progresso chegando às barrancas do Riacho São Miguel, com a ponta dos trilhos da velha estrada de ferro de Baturité.
Logo depois, já no início da década de 20, decide mudar-se para o florescente vilarejo, que se criou e se irradiou a partir da construção da estação de trem, na então Fazenda Cedro, do Cel. João Cândido.
Começa aí um novo ciclo da vida, com a sua participação intensa nas atividades sociais, econômicas e políticas da nascente cidade de Cedro.
Adquire casa à Rua João Tomé e funda os Sítios Monte Vídeo e Iracema, nestes construindo, aquela época, os maiores açudes particulares do Município.
No final da década casa-se com a jovem prendada senhorita Francisca Gonçalves Viana, filha do Cel. Antônio Guedes Viana, de tradicional família da terra.
Daí para frente muitas lutas se sucedem, até firmar uma liderança respeitada no seio da comunidade Cedrense, cuja cidadania adotou de coração desde sua adolescência.
Como prefeito de Cedro, em dois mandatos, modernizou a cidade, implantando pela primeira vez o calçamento com paralelepípedos, abrindo, largas e modernas ruas e avenidas, construindo amplas praças públicas, além de pontes e pontilhões, ligando o centro e bairros da cidade.
No seu governo foi instalado o Colégio São João Batista e iniciada a construção do Colégio Estadual, que hoje tem seu nome.
Como líder atuante na comunidade, participou de forma expressiva na fundação da Cooperativa Agro-Industrial de Cedro, e do Hospital e Maternidade Enéas Viana de Araújo, além de muitos outros empreendimentos públicos e privados de interesse da cidade, até exaurir-se na luta final.
Em 27 de agosto de 1975, este homem raro que foi Celso Alves de Araújo e Silva, encerra entre nós, uma vida com muitas lutas, rodeado de respeito e do reconhecimento de toda a sua gente.
Morreu o homem, ficou a lembrança de um exemplo a ser seguido.
A morte privou-nos do seu convívio, mas o seu rastro ninguém conseguirá apagar.
Nesse mapa apresentamos o resumo dos enlaces matrimoniais de Joaquim Gonçalves Viana. No seu primeiro casamento, com Maria Gonçalves Guedes teve, somente, um filho: Antônio Guedes Viana. Não teve filhos no segundo, com Maria Duarte; e no terceiro casamento com Raimunda Maria da Conceição (Mundinha), nasceu Maria Gonçalves Viana. Maria da Conceição era viúva de Cândido José da Costa, e tinha 7 filhos, antes do casamento.
Neste gráfico estão dados da Árvore de Costada ou Árvore Genealógica das famílias de Cedro, onde parece tudo ter se iniciado.
Acima apresentamos a continuidade do gráfico de Costado, onde Antônio Guedes Viana se casa com a jovem Antônia Cândida da Costa - Toinha. Desse matrimônio nasceram os filhos apresentados nesse mapa da genealogia da família.
Esse é o Mapa da família Araújo, uma estirpe familiar que sempre se destacou com titularidades e méritos, em muitas áreas do conhecimento humano. E, aqui, também está em resumo uma história fantástica e o exemplo de dignidade que o Coronel Celso Alves de Araújo e Silva deixou, muito presente, em nossas memórias e em nossas almas.
A Administração do Site Seubino agradece a gentileza e o apoio prestados, pela família; principalmente, o desprendimento e espírito de cooperação do Coronel Engenheiro Exército Celso Viana de Araújo, e de minha irmã Maria Socorro Diniz de Moura e da sobrinha Brenna Moura, que, das cidades de Crato e Cedro, fizeram toda intermediação da presente Composição.
Brasília, 29 de Agosto de 2005



